A disfunção erétil é um problema que afeta, afetou ou afetará grande parte da população masculina mundial. De fato, quem ainda não sofreu com problemas de ereção na vida tem uma grande chance de vir a sofrer com impotência sexual mais pra frente no decorrer da vida. Estima-se que o quadro geral de homens que sofrem com problemas de ereção seja algo de 5 a 20% de toda a população masculina mundial.

O grau pode variar de disfunção moderada a severa. Com o passar do tempo, contudo, os homens ficam cada vez mais suscetíveis de sofrer com a condição. A Sociedade Brasileira de Urologia aponta para algo em torno de 50% dos homens acima de 40 anos como uma estimativa da população afetada, nessa faixa etária, pela disfunção erétil, em algum grau ou medida. Os números são ainda maiores para a população na terceira idade.

Muito se divulga sobre disfunção erétil na mídia e nos meios de comunicação, como as redes sociais. Mas nem tudo que se diz é verdade, e não podemos acreditar em tudo. Com efeito, muito do que é dito não passa de mito ou crendice espalhada pelo senso comum. Em se tratando de um problema de saúde sério, que afeta tantas pessoas em todo o mundo, é importante ouvir as palavras de especialistas na área. Uma fonte segura de informação sobre o problema é a Sociedade Brasileira de Urologia.

A primeira Seccional da Sociedade Brasileira de Urologia da qual se tem notícia foi fundada no Estado do Rio de Janeiro, já em 1926. Mais de 40 anos depois, surge a regional do Estado de São Paulo, que hoje é uma das seções mais atuantes de toda a Sociedade. Atualmente, há unidades regionais espalhadas em todos as unidades federativas de Brasil.

 Disfunção erétil: definição

 Separemos, portanto, o joio do trigo, começando com uma definição preciso do que é a disfunção erétil, ou impotência sexual. Esta pode ser descrita como um problema que afeta a capacidade de ereção do pênis, prejudicando a vida sexual do paciente e tornando suas relações não satisfatórias. Isso acaba ocasionando danos à saúde mental e à qualidade vida geral do indivíduo.

A estrutura do órgão sexual masculino é complexo, e sua ereção demanda o trabalho em conjunto de uma série de outras estruturas orgânicas. A falha de uma só delas já pode ocasionar problemas na ereção. Além do mais, todas essas estruturas devem trabalhar de forma harmoniosa, e falhas na comunicação orgânica entre essas partes também podem gerar impotência.

Para a ocorrência de uma ereção satisfatória, é preciso primeiro que o sistema circulatório esteja funcionando de forma saudável. Pois a ereção nada mais é do que o enrijecimento do membro sexual masculino através da concentração de sangue nos corpos cavernosos do pênis. Contudo, outros fatores também podem influenciar nesse fluxo, a exemplo de problemas hormonais, endócrinos e até mesmo psicológicos.

Principais causas e grupos de risco

 Passemos, então, à análise das principais causas e fatores de risco associados à disfunção erétil. Em primeiro lugar, por se tratar de um fenômeno essencialmente sanguíneo, pacientes que padecem de doenças cardiovasculares, como tensão alta e aterosclerose, estão mais expostos à ocorrência da impotência. Distúrbios na psique do indivíduo estão frequentemente atrelados à disfunção erétil, como sói ocorrer nos quadros de ansiedade, depressão e esquizofrenia. Doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, também podem ocasionar quadros de problemas eréteis. Como mencionado, problemas hormonais e endócrinos, como diabetes e baixos níveis de testosterona, estão relacionados à impotência sexual.

Aqui é preciso esclarecer que, apesar da disfunção erétil ser sim um possível indicativo de algumas dessas doenças, não quer dizer necessariamente que todos que sofrem de impotência padecem dessas enfermidades. Entra nesse sentido a importância da consulta médica, com um especialista em urologia, para determinar o melhor tratamento para o paciente, considerando as particularidades de seu caso.

Além das doenças mencionadas como possíveis causas da disfunção erétil, temos também alguns fatores de risco que podem desencadear ou potencializar um eventual quadro de impotência sexual. Figuram no topo da lista hábitos que fazem mal à saúde, como alcoolismo e tabagismo, pois interferem diretamente na circulação sanguínea e na distribuição de oxigênio e nutrientes pelo corpo. Obesidade e sedentarismo também são fatores de risco predominantes na causação da disfunção erétil, vez que prejudicam e obstruem artérias e veias, estruturas essenciais para o fenômeno da ereção.

A idade também é considerada como um fator de risco, já que pessoas mais velhas tendem a sofrer mais com doenças vasculares. Contudo, isso não exclui a possibilidade de disfunção erétil em idades mais tenras. Fatores psicológicos também interferem na ereção, como estresse, estafa, episódios traumáticos etc. Por fim, o abuso de medicamentos para ereção e cirurgias na região pélvica também podem prejudicar a potência na hora do sexo.

A disfunção erétil segundo a Sociedade Brasileira de Urologia

E o que diz a Sociedade Brasileira de Urologia sobre a disfunção erétil? Como já mencionamos, a procura de um profissional qualificado é imprescindível nesses casos. Só o urologista poderá determinar a gravidade do caso e a linha de tratamento a ser seguida.

Existem diversas alternativas que podem ser aplicadas no tratamento da disfunção erétil. A depender do caso e das especificidades do paciente, o profissional pode determinar, por exemplo, a psicoterapia para os casos de disfunção psicogênica. Não se excluem, também, tratamentos baseados na administração de medicamentos, quer pela via oral, quer por injeções intracavernosas auto-aplicadas. Para os casos mais graves e avançados, uma cirurgia de implante de prótese peniana pode se fazer necessária.

Afinal, é importante destacar uma tecla na qual a Sociedade Brasileira de Urologia costuma insistir no tocante a esse problema: busque ajuda! Não tenha vergonha de ir atrás de informações e marcar uma consulta com um profissional de saúde. O problema da disfunção erétil, com o passar do tempo, pode causar danos irreversíveis para a saúde mental e física do paciente, e é uma condição que vai se tornando cada vez mais difícil de tratar. Portanto, a Sociedade estimula a superação do tabu e a difusão de informação confiável para combater esse problema.