Você sofre ou já sofreu com problemas de ereção alguma vez na sua vida? A resposta mais provável para essa pergunta é “sim”. De fato, inúmeros estudos apontam para uma grande ocorrência de problemas de ereção nos homens na atualidade. Um recente levantamento da Universidade de São Paulo (USP), do Projeto de Sexualidade, confirmou essa tendência: cerca de metade dos homens com idades entre 40 e 70 anos sofre com problemas de ereção. Contudo, ao contrário do que acredita o senso comum, não é só a idade que conta como fator de risco nessa equação.

A bem da verdade, a disfunção erétil pode ser desencadeada por uma série de problemas e atuar como sintoma de uma série de outras doenças. O órgão sexual masculino é uma estrutura extremamente complexa: uma ereção que possa ser mantida pelo tempo e com o enrijecimento necessário para um relação sexual satisfatória depende, com efeito, da convergência de uma série de estruturas orgânicas, que devem trabalhar de forma congruente e harmônica. A falha de apenas um desses elementos pode comprometer o resultado final de toda a cadeia positiva.

E justamente por envolver uma série de fatores e estruturas de outros sistemas vitais do corpo, a ereção serve como espécie de alerta para a saúde geral do organismo. Para ocorrer uma ereção, os sistemas cardiovascular e circulatório devem estar funcionando sem nenhum tipo de comprometimento, pois a ereção depende, essencialmente, do fluxo saudável de sangue para o pênis. É o sangue que flui para o membro sexual que produz o enrijecimento do mesmo.

Mas o fenômeno da excitação sexual, traduzida na ereção no caso do órgão sexual masculino, não pode ser reduzido tão somente a fatores orgânicos e biológicos. Em verdade, muitos outros elementos entram nessa equação, desde fatores hormonais até psicológicos e emocionais. É por isso que as causas para a disfunção erétil são tão diversificadas, e apenas um profissional de saúde pode diagnosticar o problema de forma completa.

Disfunçăo erétil aos 20 anos pode acontecer?

Quem tem mais chances de ter a disfunção?

 Na hora da consulta médica, serão avaliadas várias alternativas para explicar o quadro de disfunção erétil do paciente. É importante consultar o profissional de medicina pois, como veremos, a impotência sexual pode servir de alerta para um problema de saúde mais grave. Entre essas enfermidades que têm como sintoma a disfunção erétil podemos citar, primeiramente, as doenças vasculares, como aterosclerose a hipertensão arterial, já que comprometem o fluxo de sangue para o pênis. Problemas endócrinos e doenças hormonais, como baixos níveis de testosterona e diabetes, podem interferir diferentemente na ereção.

Distúrbios psicológicos e psiquiátricos também atuar como causa para impotência, como ansiedade e depressão. Doenças neurodegenerativas, como mal de Alzheimer e de Parkinson, também são conhecidas por afetar o desempenho sexual masculino. Por fim, a doença de Peyronie afeta os corpos carnosos do pênis diretamente, comprometendo a ereção.

Sendo assim, é importante consultar um médico acerca de problemas eréteis, já que estes podem ser sintomas de doenças mais graves. Porém, não só as doenças mencionadas atuam como causadoras da impotência sexual, mas também uma série de fatores de risco que tornam as pessoas mais suscetíveis a disfunções eréteis.

Podemos mencionar entre os fatores de risco o uso excessivo de remédios, assim como hábitos deletérios à saúde como alcoolismo e tabagismo. Sedentarismo e obesidade também podem contribuir para um quadro de disfunção erétil.

Além disso, não podemos deixar de mencionar os fatores psicológicos e emocionais como potenciais causadores de problemas no desempenho sexual. É sabido que estresse, ansiedade e insegurança em relação à performance sexual e à satisfação do parceiro/parceira podem impedir ereções na hora do sexo. Nesses casos, há descargas de adrenalina no cérebro, desviando o fluxo de sangue do pênis para a cabeça.

Disfunçăo erétil aos 20 anos pode acontecer?

 Pode ocorrer disfunção erétil aos 20 anos?

Ainda que o envelhecimento possa sim ser considerado como um fator de risco para a disfunção erétil, ele é muito mais visto como um fator indireto, pois afeta as estruturas do sistema cardiovascular e circulatório, essenciais à saúde sexual e à ereção. Contudo, como vimos, há uma série de elementos que podem ocasionar a impotência sexual que são independente de idade, especialmente os gatilhos psicológicos e os fatores de risco relacionados a hábitos deletérios à saúde.

Além do mais, a disfunção erétil é mais comum do que o senso comum imagina. Apesar de um certo tabu ainda cercar o assunto, já que há uma conexão entre a figura do “brocha” com uma masculinidade ameaçada, não se discute a disfunção erétil com a frequência que deveria ser discutida, e com a abordagem correta, isto é, como problema de saúde, não de uma masculinidade frágil e quebradiça.

A maioria dos homens não admite, mas ao chegar aos 20 anos, caso tenha tido uma vida sexual minimamente ativa, há uma chance muito grande de já ter sofrido com a impotência sexual. A não ser que seja, ao mesmo tempo, um santo que não bebe nem fuma, e uma pessoa extremamente bem resolvida emocionalmente. Como ninguém é perfeito, as chances disso acontecer beiram o impossível.

Tratamento dos problemas de ereção aos 20 anos

Portanto, a disfunção erétil aos 20 não só pode acontecer, como deve ser tratada o mais rápido possível. A rapidez irá fazer toda a diferença, garantindo um controle eficaz e, com o tempo, uma reversão total do quadro.

Como estamos falando de um corpo ainda jovem, na casa dos 20, as chances das doenças que mencionamos como possíveis causas para a disfunção erétil são relativamente pequenas. Além dos mais, é um corpo que ainda não sofreu os efeitos negativos do envelhecimento.

Sendo assim, é estatisticamente mais provável que o problema esteja relacionado a causas psicológicas e/ou fatores de risco como alcoolismo e tabagismo. Com a devida orientação médica, a disfunção erétil pode ser tratada com eficácia em ambos esses casos. No primeiro, a atenção de um psicólogo ou psiquiatra se fará necessária, e é sabido que os tratamentos psicológicos só produzem efeitos no longo prazo.

Mudanças de hábitos de vida como o consumo de álcool e produtos com tabaco também demandam tempo. Portanto, no tratamento dessa enfermidade, a demora só irá agravar o quadro e tardar a cura para o paciente.

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