Você sabe o que é disfunção erétil? Provavelmente, você já ouviu falar ou já sofreu com esse problema. Estatísticas apontam para algo em torno de metade dos homens maiores de 40 anos sofrendo dessa disfunção no órgão sexual.

Essa disfunção, também chamada de impotência sexual, nada mais é do que uma condição que afeta as ereções do homem, impedindo que ele mantenha o membro enrijecido pela duração necessária para uma relação sexual satisfatória. Esses problemas de ereção podem ser desencadeados por uma série de fatores, muitas vezes atuando como sintomas de doenças mais graves. E é aqui que mora o perigo.

Aqui também mora um alerta importante: é essencial consultar um médico para obter um diagnóstico completo, não só pela saúde de sua vida sexual, mas também de sua saúde geral. Isso porque problemas de ereção, de fato, podem servir como “termômetro” de um outro problema no organismo.

Disfunção erétil na adolescência é reversível?

De fato, a estrutura do órgão sexual masculino é bastante complexa, e a ereção do mesmo depende de uma série de elementos e estruturas orgânicas que devem trabalhar em conjunto, de forma harmônica. Caso qualquer um desses elementos falhe, a ereção pode restar comprometida. E você sabe o que é necessário para que ocorra uma ereção?

Além da excitação sexual, por óbvio, a parte biológica da ereção é definida pelo sistema circulatório. Uma ereção nada mais é senão uma concentração de sangue nos corpos cavernosos do pênis. Mas não é só desses dois elementos que produzem uma ereção dura o suficiente para uma relação sexual saudável. Em verdade, uma série de fatores de risco e enfermidades do corpo e da psique podem afetar o desempenho sexual, como veremos adiante.

Contudo, o sistema reprodutivo é uma estrutura de fato muito complexa para ser reduzido à saúde do fluxo sanguíneo. Outros elementos entram no bom funcionamento sexual do membro, como aspectos hormonais e até mesmo psicológicos do indivíduo. Sendo assim, o número de causas e fatores de risco para disfunção erétil é muito grande e variado.

 Grupos e hábitos de risco

Os grupos que mais têm chance de terem disfunção erétil são indivíduos que sofrem de enfermidades que afetam os principais sistemas envolvidos no fenômeno da ereção: pacientes com doenças vasculares como aterosclerose e hipertensão arterial. Também não é incomum a ocorrência de impotência sexual como sintoma de distúrbios psicológicos como ansiedade, depressão e esquizofrenia.

Doenças neurodegenerativas, como mal de Alzheimer ou de Parkinson, também podem ocasionar quadros de disfunção erétil. Por fim, destacam-se distúrbios hormonais e problemas endócrinos, como baixa testosterona e diabetes, como possíveis causas para a disfunção erétil.

Lembrando que não é só porque você sofre de disfunção erétil que automaticamente você tenha uma doença grave como as mencionadas acima. A única pessoa que poderá determinar isso corretamente é o profissional de saúde. O médico avaliará na consulta, além dessas doenças, a possibilidade da interferência de fatores de risco como ocasionadores do quadro de impotência.

Os principais fatores de risco ligados à disfunção erétil correspondem a hábitos de vida danosos à saúde humana, sob qualquer circunstância. Os principais deles são o alcoolismo e o tabagismo, pelo efeito tão negativo que provocam na circulação de sangue e, por conseguinte, na distribuição de oxigênio e nutrientes pelo corpo. Hábitos sedentários também podem obstruir veias e artérias e dificultar a ocorrência de uma ereção.

Também não se pode excluir os fatores psicológicos como potencializadores do risco de disfunção erétil. Eventos que afetam a saúde mental do paciente, como estresse, autoconfiança baixa, desemprego, crises financeiras, perda de ente ou amigo querido, tudo isso são fatores de risco que podem ocasionar ou agravar um quadro de impotência sexual masculina.

Todos esses problemas podem ocorrer em qualquer idade, até mesmo durante os primeiros anos de maturação sexual do indivíduo. Ainda que envelhecimento seja de fato um fator de risco para a disfunção erétil, é apenas de uma forma indireta, já que o envelhecimento afeta o funcionamento do sistema cardiovascular e da circulação de sangue pelo corpo.

Pode acontecer disfunção erétil na adolescência?

Disfunção erétil na adolescência é reversível?

Sendo assim, a resposta para a pergunta desse tópico é sim, não é incomum a ocorrência de disfunção erétil na adolescência. Como vimos, a ereção do membro sexual masculino é um fenômeno complexo, que depende da interação harmônica de uma série de estruturas orgânicas e psicológicas. Por conta disso, nem sempre é fácil determinar a causa da impotência sexual. Contudo, ela pode de fato acontecer na adolescência e nos primeiros anos de iniciação sexual da pessoal. Nesses casos, é muito provável o problema estar mais ligado a fatores psicológicos e emocionais do que biológicos.

Isso porque partimos da premissa que o corpo em questão ainda tem saúde e não sofre das doenças e comorbidades que mencionamos. Tirante as exceções de doenças crônicas que prejudicam o sistema cardiovascular e o sistema circulatório, a causa também pode estar relacionada aos fatores de risco que discutimos acima. Muitos deles, como alcoolismo e tabagismo, também estão relacionados aos anos “rebeldes” da adolescência, época de experimentações.

O quadro é reversível?

Porém, com o devido tratamento, o quadro é totalmente reversível. Com toda a probabilidade, a disfunção erétil na adolescência é ocasionada ou por fatores psicológicos ou por hábitos de vida danosas à saúde. Então, o tratamento na maioria dos casos envolve atenção médica especializada, de psicólogos ou psiquiatras, a depender da gravidade do caso, e principalmente de mudança de estilo de vida.

Outra orientação que deve ser dada desde cedo aos jovens, antes que entrem na vida sexual, é o cuidado para não abusar de medicações para obter ereções, como Viagra e Cialis. O uso descontrolado desses fármacos pode ocasionar problemas eréteis no futuro, incluindo impotência sexual. Ainda assim, a melhor forma de tratar o quadro é através da prevenção, o que é muito mais provável de ser conseguido nos anos da adolescência.

Quando mais cedo o tratamento for iniciado, melhores são as chances de um controle efetivo ou mesmo de uma eventual reversão do quadro. É sabido que tratamentos psicológicos demoram um pouco para surtirem efeitos palpáveis. Portanto, a demora apenas deixa o paciente mais longe da cura, pois o passar dos anos reduz as chances de reversão total do quadro.

Disfunção erétil na adolescência é reversível?
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