A disfunção erétil é definida como a incapacidade de ter ou manter uma ereção suficiente para ter relações sexuais satisfatórias. Se distingue entre disfunção erétil primária e disfunção erétil secundária:

Disfunção erétil o que é?

Disfunção erétil é chamada primária, se o indivíduo nunca teve uma ereção de qualidade suficiente para executar uma penetração: falta total de ereção ou muito breve ereção.

Uma disfunção erétil é chamada secundária se o indivíduo já foi capaz de atingir a penetração, enquanto atualmente é incapaz de fazê-lo. Especificamente, a disfunção é considerada secundária se o indivíduo não puder atingir a penetração e atingir a ejaculação em pelo menos 75% de suas atividades sexuais.

Alguns autores propuseram outras distinções sobre disfunção erétil o que é:

– Disfunção erétil circunstancial ou situacional: capacidade erétil adequada ou incapacidade erétil somente em um contexto particular,

– Disfunção erétil seletiva: a capacidade de obter uma ereção está ligada à presença de tal parceiro e impossível com outra;

– Disfunção erétil permanente: a ereção persiste independentemente das circunstâncias e dos parceiros.

Fisiologia da ereção

A ereção é um complexo mecanismo de tecido vascular sob controle neuropsíquico e hormonal. Resulta do tensionamento dos corpos eréteis (corpo cavernoso e corpo esponjoso) que são compostos de muitas cavidades comunicantes chamadas lacunas.

Mecanismos Vasculares

– No estado flácido, as células musculares lisas que constituem as paredes das lacunas são contraídas. Essa vasoconstrição é responsável por uma diminuição no suprimento arterial e uma má distensão dos sinusóides que permanecem vazios. Essa ausência de distensão permite que as veias emissárias permaneçam permeáveis​​e garantam um retorno venoso normal.

– No curso da ereção, há relaxamento das células musculares lisas. Essa vasodilatação arterial causará o aumento do enchimento sinusoidal e sua distensão. Esses fenômenos serão responsáveis ​​por um aumento no volume de corpos cavernosos que esticarão a túnica albugínea.

– As vênulas serão comprimidas, o retorno venoso do sangue diminui. Assim é mantida a rigidez do pênis. A pressão intracavernosa atinge nessa fase cerca de 90% da pressão arterial sistólica. Esse fenômeno requer que o suprimento arterial seja rápido e maciço e que a túnica albugínea seja rígida o suficiente para comprimir as vênulas de volta.

– A fase de detumescência aparece na maioria dos casos após a ejaculação, pela ativação do sistema nervoso simpático, que contrai as células musculares lisas arteriais. A diminuição do retorno arterial associado ao aumento do retorno venoso explica o retorno ao estado de detumescência.

Os diferentes tipos de ereção

Três tipos de ereção são diferenciados de acordo com o modo de estimulação ou as circunstâncias do início da ereção:

Ereções psicogênicas

Eles são gerados por estímulos sensoriais tácteis, auditivos, visuais, olfativas, gustativas ou imaginativos. O desencadeamento desta ereção envolve a inibição do sistema nervoso ortossimpático.

Ereções reflexas

Eles são gerados pela estimulação dos receptores sensoriais da glande ou pele peniana. O gatilho passa por um arco reflexo localizado no nível sagrado e levando a uma resposta do sistema nervoso parassimpático.

Ereções noturnas

As fases REM são caracterizados, entre outros, pela ocorrência de uma ereção cujo mecanismo é ainda pouco claro.

Etiologia da disfunção erétil e fatores de risco

Tudo o que pode perturbar neurológicas e vasculares e dos tecidos vias pode perturbar ereção do pénis.

As causas de problemas de ereção podem ser muitas, mas, em geral, é possível distinguir a disfunção eréctil orgânica e psicogênica. Em muitos casos, ambos os problemas são em grande parte emaranhados.

Causas orgânicas

– Causas vasculares

– ateroma, que é a principal causa de disfunção erétil orgânica,

– Os principais fatores de risco: tabaco, dislipidemia, hipertensão e diabetes (multiplica por 3 com a mesma idade, o risco de problemas de ereção).

– causas neurológicas

– O percentual de 71% de homens com esclerose múltipla com disfunção eréctil, acidente vascular central, lesões da coluna vertebral.

– Por envolvimento periférico: Realização de nervos eretores após a prostatectomia, neuropatia etilo (alcoolismo crónico pode provocar-se a 54% de disfunção eréctil) ou, cirurgia urológica diabética.

Causas hormonais

– O hipoandrogenismo está associado com a ocorrência de disfunção eréctil, provavelmente através de uma redução da influência de estimulação central diferente.

– Doses medicinais

As principais medicações envolvidas na disfunção eréctil: anti-hipertensivos (especialmente betabloqueadores), a terapia hormonal (estrogénio centrais antiandrogénios agonistas, LHRH), derivados de digitalis, Pyschotropes, antiparkinsonianos, anti-convulsivos, finasterida, opiáceos, anfetaminas.

Outros fatores de risco: hipertensão, doença cardiovascular, colesterol total ou colesterol HDL baixo, insuficiência renal (mais de 40% dos pacientes do CRF têm disfunção eréctil).

Causas psicogênicas

– Individual: ansiedade patológica, ansiedade de desempenho, a ignorância da sexualidade, depressão, entre origem repressivo, fundo de família e da infância, fatores de personalidade, fatores relacionados à identidade de gênero, fobias e medos.

– Causas relacionais: conflito entre os cônjuges, se sentir culpado e resignado atitude do parceiro, e de protesto agressivo, caso extraconjugal, viuvez ruptura síndrome.

– Comportamentais: Situação causando um condicionamento negativo se alguns experimentos foram acompanhados por ansiedade e medo ou um evento traumático ocorrido.

– Situações ambientais e culturais: situação ou condição de vida que dificultam a expressão da sexualidade.

 

Tipicamente, a disfunção eréctil psicogênica original é puramente são caracterizados por conservação de ereções noturnas e pela manhã, pelo aparecimento frequente de “ansiedade de desempenho” pode levar a dificuldades na manutenção de uma ereção.

Diagnóstico

Através de interrogatório clínico é essencial para o controle da disfunção erétil, pois é suficiente isolar a natureza psicogênica da disfunção erétil.

Tem vários objetivos:

– caracterizar o sintoma: distúrbio da libido, disfunção erétil, distúrbio da ejaculação e ansiedade de desempenho?

– data de aparecimento do sintoma e modo de evolução,

– Intensidade e impacto da disfunção erétil:

– disfunção erétil grave: desaparecimento completo das ereções,

– disfunção erétil moderada: fases de tumescência ou ereções sob certas circunstâncias,

– disfunção erétil mínima: capacidade de ter e manter uma ereção suficiente para a penetração vaginal, exceto ocasionalmente.

– presença ou ausência de ereções noturnas ou matinais,

– especificar as expectativas do paciente e do parceiro: sexualidade antes da ocorrência de disfunção erétil, frequência de relação sexual, motivação.

– pesquisar fatores de risco: tabagismo, diabetes, medicamentos, antecedentes neurológicos, cirúrgicos, busca por trauma psicológico ou estresse especial…

Uma consulta com o parceiro na segunda consulta, muitas vezes, será necessária para fornecer informações adicionais: existência de um distúrbio sexual associado, conflito conjugal.