A maioria dos homens sofre, já sofreu ou ainda sofrerá alguma vez com disfunção erétil na vida. O quadro geral da condição aponta para algo entre 5 e 20% de toda a população masculina como afetada. Com o passar da idade, a chance de sofrer com problemas de ereção se torna cada vez mais provável. Cerca de metade dos homens acima de 40 anos sofrem com a doença em algum grau, moderado ou severo. Os números crescem ainda mais na terceira idade. Mas, antes de discutirmos o que provoca esse quadro e o que fazer para combatê-lo, tentemos antes definir claramente o que é essa tal de disfunção erétil.

Também chamada de impotência sexual, a disfunção erétil ocorre quando o corpo masculino não consegue manter uma ereção saudável e satisfatória para ambos parceiros sexuais, levando a frustração de expectativas e relações sexuais sem sucesso. Devido ao fato do órgão sexual masculino ser uma estrutura de alta complexidade, sua ereção demanda a coordenação harmônica de uma série de elementos orgânicos. A falha de apenas um desses elementos, ou ainda a comunicação falha entre eles, pode levar a problemas de ereção. Contudo, antes de qualquer coisa: como acontece a ereção?

Uma ereção é, em essência, um fenômeno dependente do sistema circulatório. Isto porque o enrijecimento do órgão sexual masculino nada mais é do que a concentração de sangue nos corpos cavernosos do pênis. Portanto, a circulação de sangue deve estar funcionando de forma escorreita, sob pena de disfunção erétil. Contudo, outros fatores podem interferir na hora da ereção, como aspectos hormonais e até psicológicos do indivíduo.

Entre causas e fatores de risco

Em falando-se das possíveis causas da impotência sexual, devemos levar em conta todos esses fatores, dando destaque para os mais importantes. De início, nos defrontamos com aquele que talvez seja o grupo de risco mais propenso à disfunção erétil: pacientes que sofrem de doenças vasculares, que afetam a circulação saudável do sangue, como aterosclerose e hipertensão arterial.

Outro grupo de risco com grandes chances de sofrer de impotência sexual como uma consequência de doenças são os pacientes que sofrem de distúrbios psicológicos. A ocorrência de depressão, ansiedade e esquizofrenia está atrelada a problemas de ereção. Indivíduos com doenças neurodegenerativas também se encontram no grupo de risco, como os afligidos por mal de Alzheimer e de Parkinson. Ademais, distúrbios hormonais e endócrinos, como baixos níveis de testosterona e diabetes, podem ocasionar sintomas de disfunção erétil.

Além dos quadros de impotência sexual causados por doenças como as mencionadas, há também os fatores de risco que podem potencializar ou até mesmo desencadear a doença. Entre eles, temos o uso excessivo de substância sabidamente danosas à saúde do sistema circulatório, como bebidas alcoólicas e cigarros. Sedentarismo e obesidade, por frequentemente obstruírem artérias e veias, também são considerados fatores de risco. O abuso de remédios para ereção, como Cialis e Viagra, é um sabido fator de risco para disfunção erétil iatrogênica, aqui também incluso cirurgias na região pélvica. Fatores psicológicos como estresse pós-traumático e estafa, por fim, são outros importantes elementos a se levar em conta.

Buscando ajuda médica

Aqui cumpre ressaltar que não há necessidade para alarmismo. O fato de estar sofrendo com disfunção erétil não quer dizer necessariamente que você tem algumas das doenças e distúrbios mencionados no tópico anterior. Contudo, é sempre importante buscar ajuda médica nessas situações, pois a possibilidade, apesar de remota, existe.

Dito isso, é importante encontrar um profissional de saúde qualificado, certificado pela Sociedade Brasileira de Urologia. É só a partir da consulta médica que o tratamento mais adequado ao perfil do paciente poderá ser determinado. Em muitos casos, a psicoterapia é uma linha de tratamento válida para os pacientes com disfunção erétil psicogênica. O uso de medicamentos intravenosos ou orais é outro meio muito utilizado para casos moderados. Nas impotências sexuais mais graves, uma intervenção cirúrgica pode se fazer necessária, com o implante de uma prótese peniana.

O que tem que ser destacado aqui é a necessidade de uma consulta médica com um profissional especializado em urologia. Com a insistência dos sintomas, procure um médico sem demora. Evite a automedicação e o autodiagnóstico. Só o profissional qualificado poderá determinar qual o tratamento mais adequado para você.

De qualquer modo, segue no próximo tópico algumas sugestões de tratamentos caseiros para a disfunção erétil. Ressalte-se que essas alternativas não substituem o tratamento receitado pelo urologista, servindo-lhe antes como complemento ou, então, como medidas preventivas da condição.

Qual o melhor tratamento caseiro?

Então, falando-se de disfunção erétil, qual o melhor tratamento caseiro? Em verdade, existe uma série de opções que podem ser seguidas pelos pacientes para recuperar a sua qualidade de vida e saúde sexual. Por vezes, um remédio caseiro e natural pode ser mais efetivo do que um tratamento custoso e sofisticado; contudo, repetindo-se, não deixe de procurar o médico especialista na área.

Existe uma série de chás naturais que você pode fazer em casa para ajudar com o problema na ereção, quer de forma profilática ou complementar ao tratamento prescrito pelo urologista. Dentre as alternativas, o chá de raízes de catuaba se mostra como uma boa alternativa para o controle da disfunção erétil, já que aumenta a libido e, portanto, pode melhorar o desempenho sexual.

Para fazer esse chá, você vai precisar de cerca de 40 gramas de raízes de catuaba e por volta de 750 mL de água. Adicione a água em um recipiente adequado e leve ao fogo. Assim que borbulhar, acrescente as raízes de catuaba, deixando ferver por uns 10 minutos. Em seguida, desligue o fogo, tampe o recipiente e deixe descansar por 15 minutos. Coe antes de beber. A medida recomendada é de 3 doses diárias, até sentir alguma melhora.

Outro chá que muito se destaca no tratamento caseiro de disfunção erétil é o chá com cascas de marapuama. A casca da raiz desse cipó amazônico tem propriedades afrodisíacas, além de melhorar a circulação do sangue. Para fazer o chá, junte 2 colheres de sopa de cascas de marapuama e 1 litro de água. Deixe ferver a mistura por cerca de 20 minutos. Em seguida, desligue o fogo e deixe repousar por 30 minutos. Coe e tome o chá morno, de 3 a 4 vezes por dia, até apresentar melhoras na performance sexual.