É verdade que disfunção erétil e antidepressivo podem ter ligação?

Mesmo causando profundo constrangimento, os problemas de ereçãosão comuns na vida sexual de um homem. O que quer dizer que, em alguma época de suas vidas, todos os homens passarão por esse tipo de problema.

Seja por insegurança, pelo avançar da idade ou mesmo por algum problema de saúde, todo e qualquer homem irá falhar algum dia.

Aliás, isso não apenas é normal como é uma coisa que para a qual precisarão estar preparados e, principalmente, não deve ser visto como algo que coloque a sua autoestima em risco.

Agora, se os problemas de ereção começam a se tornar frequentes, eles começam a afetar os relacionamentos, pessoais e principalmente afetivos. Tanto que muitas relações terminam por problemas relacionados a uma vida sexual ruim.

Por isso, quando esses problemas aparecem, é essencial que os homens investiguem porque a dificuldade em conseguir uma boa ereção, para que encontrem uma saída e tenham uma vida sexual e amorosa plenas e muito satisfatórias.

E uma destas causas, que costuma confundir muitos homens é a relação entre o uso de antidepressivos e a queda na qualidade da vida sexual. Afinal, ela realmente existe?

É verdade que disfunção erétil e antidepressivo podem ter ligação?

É verdade que disfunção erétil e antidepressivoestão relacionadas? Se eu precisar usar esses medicamentos, o que faço? São muitas questões, não é mesmo? Para respondê-las, preparamos um texto com tudo o que você precisa saber para acalmar seu coração e continuar seu tratamento, sem prejudicar a vida sexual.

Estou falhando com frequência. Posso ser considerado impotente?

Antes de tudo, é importante entender que o problema de ereção é quando um homem não consegue manter seu pênis ereto durante a relação sexual. Embora cause enorme desgaste principalmente entre a parcela masculina, é um evento relativamente comum.

Para que você tenha uma ideia, cerca de 12% dos homens abaixo de 60 anos podem apresentar problemas para ter uma ereção em algum momento de sua vida. Para os maiores de 70 anos esse percentual é mais elevado, de 30%.

Apesar disso, não é necessário ficar neurótico a cada vez que você falhar na cama, achando que há algo de errado com seu corpo. Algumas vezes, simplesmente, não estamos exatamente no clima, o que dificulta bastante que o ato sexual ocorra da maneira como nós ou o parceiro gostaríamos.

Agora, se manter uma ereção se tornar uma questão frequente, é hora de procurar ajuda médica, principalmente se você notar que isso passou a acontecer depois que você começou a usar algum tipo de medicamento, como os receitados para combater a depressão. Por isso, fique atento se o problema acontecer mais de quatro vezes em um único mês.

É verdade que disfunção erétil e antidepressivos estão relacionados?

Muitos homens, quando buscam ajuda para seus problemas de ereção, se deparam com uma informação que os deixa bastante confusos: o uso de medicamentos contra a depressão pode influenciar em seu desempenho sexual.

Para eles, essa informação causa ainda mais dúvidas, afinal prega-se que a própria depressão, em si, já ajuda a provocar impotência, gerando não só medo como fazendo com que alguns se questionem se vale ou não a pena continuar o tratamento.

Mas, afinal, ela é verdadeira? Utilizar esses produtos causa mesmo problemas de ereção? E o que fazer nesses casos?

Para o temor dos muitos homens que estão lendo esse texto, precisamos confirmar esses comentários. Realmente, algumas pessoas que fazem uso de antidepressivos podem sofrer com impotência sexual.

Porque isso acontece?

É verdade que disfunção erétil e antidepressivo podem ter ligação?

O uso de antidepressivos pode provocar disfunção erétil em alguns homens por causa dos efeitos colaterais provocados pelo medicamento no organismo do paciente.

É comum, aliás, que quem toma antidepressivos relate a diminuição da libido, experimente uma queda considerável em sua excitação, sofra com impotência sexual e tenha até mesmo problemas de orgasmo e ejaculação.

O que isso significa? Que alguns homens demoram muito para conseguir um orgasmo, enquanto outros simplesmente não conseguem ejacular.

Isso acontece porque alguns antidepressivos podem aumentar a produção da seratonina, o hormônio responsável pela satisfação e bom humor. No entanto, o aumento de serotinina no organismo acaba inibindo a libido, a ejaculação e o orgasmo. Daí a relação entre os dois.

Meu medicamento está me deixando impotente. Devo abandonar otratamento contra a depressão?

Descobrir que o remédio receitado por seu médico está comprometendo a qualidade de sua vida sexual é desesperador, e leva muitos homens, já não tão afeitos a buscar ajuda médica, a largar o tratamento e conviver com a doença.

Se esse é o seu caso e você está cogitando adotar essa postura radical, repense. Embora alguns componentes destes medicamentos possam causar problemas de ereção, isso não significa que você deva abandonar o tratamento, ao contrário.

A depressão é uma das doenças psicológicas mais perigosas, porque ela prejudica não apenas a saúde da mente, mas também a do corpo. E, pensando em sua vida sexual, ela é uma das maiores inimigas de uma boa ereção.

Isso porque uma pessoa deprimida perde a vontade de fazer qualquer coisa ou de falar com outras pessoas, o que inclui o desejo pelo sexo. Essa apatia é provocada pelo desequilíbrio hormonal, sobretudo de neurotransmissores ligados ao prazer, como a serotonina.

Por isso, para o tratamento desta doença, é fundamental o uso de medicamentos, além do acompanhamento com um psicólogo. No entanto, se os remédios que ele receitou estão provocando impotência, é fundamental ser muito sincero e contar sobre os efeitos colaterais.

Juntos, você e seu médico encontrarão outros remédios com efeitos colaterais menos intensos e que não prejudicarão sua vida sexual, além de permitir que você continue lutando contra essa doença tão grave.

Aliás, não tratar a depressão pode ser ainda pior do que conviver com os efeitos sobre sua vida sexual.

Além de isolar socialmente, a depressão provoca um profundo sofrimento emocional. Em algumas pessoas, a agonia trazida por ela é tão intensa que eles não conseguem resistir e acabam cometendo suicídio.

Por isso, jamais desista de seu tratamento por causa dos efeitos colaterais causados pelo uso de medicamentos contra a depressão. Existem maneiras de tratar a doença e ter uma vida sexual de qualidade.