A disfunção erétil é uma das condições que mais afetam a população masculina em idade de maturidade sexual. De fato, números recentes apontam para algo entre 5 a 20% de toda essa população como afetada por problemas de ereção, seja em um grau mais moderado ou severo. Para homens maiores de 40 anos, conforme a Sociedade Brasileira de Urologia, esse número é cerca de 50%. Já na faixa etária acima, entre 50 e 70 anos, esse número é ainda maior.

Apesar de ser uma disfunção que afeta boa parte dos indivíduos masculinos no mundo, é ainda um tema muito pouco discutido, muitas vezes tratado como um tabu. Com efeito, o senso comum e o preconceito enxergam a questão como uma “brochada”, algo que supostamente fere a masculinidade do homem. Contudo, como veremos adiante, isso não tem nenhuma conexão com a realidade, já que problemas de ereção são uma questão de saúde, e a impotência sexual afeta mais pessoas do que aparenta. Portanto, para combater a desinformação e a crendice, definamos cientificamente o que é a disfunção erétil.

De acordo com especialistas e profissionais de saúde, a disfunção erétil é um problema que afeta a ereção do órgão sexual masculino, tornando o homem incapaz de ter uma relação sexual satisfatória. Trata-se de um problema complexo, multifatorial, já que a estrutura do membro sexual masculino é uma estrutura multifacetada, e sua ereção depende de vários elementos orgânicos trabalham em conjunto e de forma harmônica. Um único erro nessa “cadeia de produção” pode levar à impotência sexual. E qual é, exatamente, essa cadeia? Isto é, o que é a ereção?

A ereção nada mais é do o enrijecimento do pênis devido à concentração de sangue nos corpos cavernosos do órgão sexual do homem. Trata-se, essencialmente, de uma questão para o sistema circulatório, mas não se reduz a ele. Com efeito, vários outros componentes interferem nessa equação, como fatores psicológicos e hormonais do indivíduo.

 Principais causas e fatores de risco

 Em tratando-se de problemas de ereção, a principal causa está relacionada à problemas no sistema sanguíneo. Pacientes com doenças cardiovasculares, como aterosclerose e alta tensão arterial, por exemplo, são mais propensos à ocorrência de impotência sexual. Pessoas que sofrem de doenças neurodegenerativas (mal de Alzheimer, Parkinson etc.) e distúrbios psicológicos (ansiedade, depressão, esquizofrenia etc.) também são mais predispostas à impotência sexual. Ademais, não se pode descartar distúrbios hormonais e problemas endócrinos como possíveis causas para disfunção erétil, como diabetes e reduzidos níveis de testosterona.

Entre os principais fatores de risco relacionados à impotência sexual, estão o alcoolismo e o tabagismo, hábitos deletérios à saúde do sistema circulatório. Também afetam esse sistema o sedentarismo e obesidade, contribuindo ou mesmo desencadeando a disfunção erétil. Outro tipo nada desprezível de disfunção erétil é a iatrogênica, isto é, aquela causada ou potencializada pelo abuso de remédios para ereção, como Cialis e Viagra, e pela feitura de cirurgias de aumento peniano, por exemplo. A idade também figura entre os principais fatores de risco para impotência sexual, ainda que muitas pessoas jovens sofram com esse problema. Um tipo bastante comum de disfunção erétil é a psicogênico, ou seja, causada por fatores psicológicos, como estresse e traumas, aos quais muitas pessoas, independentemente da idade, estão expostas.

 Buscando o diagnóstico

 De fato, a disfunção erétil serve como um termômetro para a saúde geral do corpo, já que aparece como sintoma para essas doenças mencionadas e outras mais graves. Contudo, somente o profissional médico poderá determinar a causa específica do seu quadro de impotência sexual, e também a forma mais adequada de tratar esse problema. Portanto, é muito importante, com a tenacidade dos sintomas de disfunção erétil, procurar a atenção e a diagnose de um especialista em urologia.

Somente o urologista poderá determinar a melhor forma de tratamento para o seu caso particular. Entre as linhas de tratamento mais recomendadas por especialistas certificados da Sociedade Brasileira de Urologia, encontramos a psicoterapia, para os casos de disfunção erétil psicogênica; aplicação de auto-injeções intracavernosas ou de remédios pela via oral, para os casos moderados; e até mesmo o implante cirúrgico de prótese peniana, para os casos mais graves.

É muito importante destacar que é preciso superar a vergonha que cerca esse assunto e buscar informar-se com profissionais de qualidade. Repita-se somente o médico qualificado poderá indicar o tratamento e os remédios mais convenientes para o seu caso específico. 

Gengibre funciona?

Contudo, a fim de fornecer uma alternativa de tratamento caseiro para disfunção erétil, vamos discutir agora os benefícios que o consumo de gengibre traz para o combate desse problema. Ressalte-se que os remédios naturais e tratamentos caseiros não são substitutos para o tratamento receitado pelo profissional de urologia, mas antes servem como tratamento complementar, ou mesmo como uma forma de prevenção à impotência sexual. Nos propomos, então, a responder a seguinte pergunta: no tratamento de disfunção erétil, o gengibre funciona?

A resposta é: sim, funciona! O gengibre possui uma série de propriedades benéficas para o corpo, em especial para a circulação sanguínea. Além disso, as vitaminas e outros nutrientes em alta concentração na raiz do gengibre desempenham uma boa atividade antioxidante no corpo, combatendo o acúmulo de toxinas no sangue. Outro benefício proporcionado pelo gengibre é provindo de suas propriedades anti-inflamatórias, que podem ajudar na disfunção erétil provocada pelo inchaço de estruturas da área genital masculina, como a próstata, a uretra e os dutos seminais.

O gengibre, de fato, funciona como um afrodisíaco natural, que, apesar de não ser potente como um Viagra ou forte como um suplemento de testosterona, tem a vantagem de não ser artificial nem processado de maneira industrial. E como se aproveitar das propriedades afrodisíacas dessa planta, no combate à disfunção erétil?

Há várias formas de se incluir o gengibre na sua dieta. Uma das formas mais populares é o acréscimo de raspas da raiz na comida. Outro modo muito potente de ativar as propriedades da planta é através do preparo de um chá. Prepará-lo é muito simples, bastando que você ferva um copo de água e acrescente pedaços bem cortados de gengibre. Deixe ferver a água com a raiz por 15 minutos e, em seguida, desligue o fogo e deixa a infusão descansar de 5 a 10 minutos. O recomendado é tomar duas doses ao dia.

Gengibre e disfunção erétil: funciona como tratamento?
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