Mesmo causando profundo constrangimento, os problemas de ereçãosão comuns na vida sexual de um homem. O que quer dizer que, em alguma época de suas vidas, todos os homens passarão por esse tipo de problema.

Seja por insegurança, pelo avançar da idade ou mesmo por algum problema de saúde, todo e qualquer homem irá falhar algum dia.

Aliás, isso não apenas é normal como é uma coisa que para a qual precisarão estar preparados e, principalmente, não deve ser visto como algo que coloque a sua autoestima em risco.

Agora, se os problemas de ereção começam a se tornar frequentes, eles começam a afetar os relacionamentos, pessoais e principalmente afetivos. Tanto que muitas relações terminam por problemas relacionados a uma vida sexual ruim.

Dentre as causas que podem levar a ocorrências frequentes desse problema está a disfunção erétil após cirurgia de próstata. Evento comum em boa parte dos homens que se submetem a tal procedimento, ela causa um enorme desgaste, mas tem cura. Veja abaixo como se livrar do problema.

O que é disfunção erétil após cirurgia de próstata e como pode ser tratada?

Quando um homem apresenta disfunção erétil?

A disfunção erétil aparece quando um homem não consegue manter seu pênis ereto durante a relação sexual. Embora cause enorme desgaste principalmente entre a parcela masculina, é um evento relativamente comum.

Para que você tenha uma ideia, cerca de 12% dos homens abaixo de 60 anos podem apresentar problemas para ter uma ereção em algum momento de sua vida. Para os maiores de 70 anos esse percentual é mais elevado, de 30%.

Apesar disso, não é necessário ficar neurótico a cada vez que você falhar na cama, achando que há algo de errado com seu corpo. Algumas vezes, simplesmente, não estamos exatamente no clima, o que dificulta bastante que o ato sexual ocorra da maneira como nós ou o parceiro gostaríamos.

Agora, se manter uma ereção se tornar uma questão frequente, é hora de procurar ajuda médica. Por isso, fique atento se o problema acontecer mais de quatro vezes em um único mês.

A disfunção erétil após cirurgia de próstata pode acontecer? Por quê?

Um medo muito grande dentre os homens que recebem o diagnóstico de câncer de próstata e precisam iniciar um tratamento contra a doença é ter de lidar com a disfunção erétil, principalmente depois da cirurgia na região.

Esse temor, infelizmente, é justificado. Boa parte dos homens que se submetem a esse tipo de procedimento acabam apresentando quadros de disfunção erétil, sobretudo nos primeiros meses depois da intervenção por causa do trauma físico que a região da próstata sofre.

Extremamente delicada e muito ligada às ereções, as cirurgias na próstata, acompanhada dos tratamentos quimioterápico que podem ser necessários para combater a doença, terminam ocasionando a temida disfunção erétil.

Se você recebeu um diagnóstico parecido e precisa fazer uma cirurgia de próstata, e está receoso de que nunca mais terá uma vida sexual de qualidade, pode ficar tranquilo, pois isso não irá acontecer.

Números recentes divulgados por institutos que acompanham os casos de câncer masculinos indicam que, depois de um ano após terminal seu tratamento, quase todos os homens que vieram a sofrer com disfunção erétil apresentar melhora no quadro.

Além disso, entre 40% a 50% dos que realizaram alguma cirurgia na próstata, mas tiveram seus nervos preservados, conseguiram retomar sua vida sexual com a mesma qualidade que tinham antes da cirurgia, dentro de um prazo de dois anos.

Já entre 30% a 60% tiveram melhora expressiva na qualidade de suas relações sexuais antes mesmo desse prazo. O que significa que ser diagnosticado com um câncer de próstata ou outro problema que justifique a realização de uma cirurgia na área não deve ser considerado uma sentença de impotência eterna.

Como tratar a disfunção erétil depois da cirurgia de próstata?

Apesar dos números positivos mostrando que muitos homens conseguem retomar uma vida sexual plena depois da intervenção, alguns deles ainda sofrem com a disfunção erétil, mesmo após um tempo considerável de suas cirurgias.

Quando isso acontece, é necessário sair em busca de tratamentos que devolvam a qualidade destas relações, melhorando assim a autoestima masculina.

Confira abaixo alguns dos tratamentos possíveis para quem está lidando com a impotência sexual depois de uma cirurgia na próstata.

O que é disfunção erétil após cirurgia de próstata e como pode ser tratada?

Reabilitação sexual

Aqui, o indivíduo volta, gradualmente, a estimular o pênis, para preservar a qualidade do tecido erétil e aumentar as chances de que recupere a capacidade de conseguir uma ereção.

Para que esse tratamento tenha o resultado desejado, no entanto, é preciso que ele seja iniciado o quanto antes. De preferência até mesmo antes da cirurgia de próstata.

Por isso, mesmo que você não comece essa estimulação da área propriamente dita antes da intervenção, é importante que você saiba o que está por vir e o que deve esperar depois que sair da mesa de cirurgia.

Tão logo seus pontos sejam retirados e a dor diminua, é fundamental começar a reabilitação sexual.

Por isso, é importante que você volte a mexer em seu pênis, estique-o no banho e, porque não, se masturbe. Embora se trate de manipulações simples do órgão, tais práticas devem ser estimuladas.

Afinal, um pênis que não é estimulado pode se atrofiar. O que significa que, se você não mantiver atividade sexual ou estimular a ocorrência de ereções fisiológicas, seu amigo vai ficar mais curto e mais fibroso.

Uso de medicamentos orais

Para alguns homens que estão lidando com a disfunção erétil depois de uma cirurgia de próstata, um caminho a ser considerado é o uso de medicamentos desenvolvidos para estimular a ereção, como o Viagra.

No entanto, esse tratamento pode não ter a resposta desejada nos primeiros meses depois do procedimento, pois a comunicação entre os nervos do pênis e o cérebro pode ser dificultada.

Esse evento é reflexo de prováveis lesões nos nervos responsáveis pela ereção e que passam pela próstata.

Mas, calma. Isso não significa que o remédio não será capaz de lhe ajudar a ter uma ereção. Essas lesões nem sempre são permanentes (indicando que a comunição com o cérebro foi cortada definitivamente).

Em alguns casos, elas podem ser parciais. Ou seja, seu nervo se regenerará depois de seis meses. O que significa que, nesse período, o remédio já fará o efeito que você espera.