Apesar do senso comum não acreditar neste fato, a disfunção erétil na adolescênciainfelizmente existe, embora sejam vistos com muito menos frequência do que em um homem maduro, na casa dos 50 anos, por exemplo.

Por ser um problema tão raro, quando os mais jovens se veem diante de um problema de ereção simplesmente não sabem o que fazer. Muitas vezes, acabam culpando os parceiros ou pensam que passarão a vida toda sem ser capazes de ter uma relação sexual de qualidade.

Por isso é importante esclarecer que, embora com menor frequência do que os vistos em homens mais velhos, os problemas de ereção também acontecem nos jovens com mais de 16 anos, ou seja, aqueles que estão vivendo a adolescência em sua plenitude.

Tratar disfunção erétil na adolescência

Aqui, como na outra ponta, que está mais acostumada a lidar com tal realidade, é preciso fazer uma ampla investigação, para separar o que é de fato físico de distúrbios de ordem emocional.

Para ajudar os jovens que estejam passando por esse problema, preparamos um texto que fala não apenas sobre a ocorrência de tal fato nesta faixa etária mas, principalmente, discute uma questão importante: afinal, para eles o tratamento é muito mais rápido?

Tratar a disfunção erétil na adolescência é mais rápido do que em umapessoa mais velha?

Quando se pensa nos problemas de ereção afetando homens muito jovens, ainda na fase da adolescência. além da confusão e incredulidade, uma pergunta vem à mente: no caso deles, o tratamento é mais rápido?

A boa notícia é: sim. Para os muito jovens, o tratamento dos problemas de ereção são tratados mais rapidamente por conta de sua origem, que em geral está muito ligada a fatores emocionais ou ao estilo de vida desta pessoa.

Trabalhando o lado psicológico de um jovem impotente

Na juventude, a maior parte dos problemas de ereção tem origem psicológica. Afinal de contas, este é o período das descobertas, onde os homens estão se descobrindo, aprendendo do que gostam e como podem se aperfeiçoar na hora do sexo.

Com as muitas cobranças que existem, muito mais deles próprios do que de seus parceiros, a ansiedade acaba por dificultar a obtenção e a duração de uma ereção de qualidade.

Isso é muito comum em homens que ainda não tiveram relações sexuais ou estão em suas primeiras experiências. Eles se sentem tão inseguros, ansiosos e se cobram tanto em relação ao seu desempenho, que acabam falhando.

Por isso, aqui, a solução passa por não colocar tantas expectativas na hora H, deixando que essa pessoa viva o momento, sem a cobrança de que seja um especialista.

Escola

Outro dos fatores psicológicos que acaba causando os problemas de ereção em homens muitos jovens e que traz uma resposta rápida quando enfrentado são as preocupações causadas por problemas educacionais ou financeiros.

Na faixa dos 16 aos 18 anos, muitos homens estão concluindo seus estudos e lutando com todas as forças para se encontrar um rumo em suas vidas, muitos deles ainda em dúvida sobre qual faculdade fazer ou que rumo tomar. Por isso, eles acabam colocando muita pressão em si próprios para vencer em todos os setores de suas vidas.

Essas cobranças e preocupações acabam prejudicando seu desempenho sexual e causando os temidos problemas de ereção, situações que agravam ainda mais seu estresse e frustração.

Aqui, o grande tratamento é que esse jovem aprenda a separar esses dois eventos, impedindo que um acabe eclipsando as demais esferas de sua vida. Ou seja, não leve para a cama os problemas do trabalho.

Concluindo os problemas emocionais que são facilmente tratáveis e podem melhorar a qualidade da vida sexual de um jovem está a depressão. Muito comum entre eles, ela causa graves problemas de ereção, além de um prejuízo intenso em sua vida pessoal e profissional.

Além de procurar ajuda médica especializada, essa pessoa precisa ficar atenta também aos medicamentos receitados, pois alguns deles podem comprometer ainda mais sua vida sexual.

Neste caso, a recomendação é se sentar com o especialista e discutir as opções para tratar a depressão, sem que sua vida sexual seja ainda mais prejudicada.

Combatendo as dependências químicas

Na adolescência é comum que os jovens experimentem de tudo. Isso inclui álcool, cigarro e as drogas ilícitas. Esses três produtos, ao contrário do que muitos usuários acreditam, acabam levando a quadros de impotência sexual.

Vejamos, por exemplo, o consumo excessivo de álcool. Muita gente relaciona aquela cervejinha a uma boa noite de sexo, certo? Pois, quando se exagera na dose, acontece exatamente o contrário.

Isso porque o álcool é uma substância depressora, o que quer dizer que, uma vez no organismo, ela deprime o sistema nervoso central, relaxando todos os músculos do corpo, incluindo o pênis.

Mesmo que ele esteja muito bem irrigado, o efeito do álcool no organismo não torna possível que ele fique ereto.

Outro hábito prejudicial comum entre os muito jovens, que é o consumo de drogas ilícitas ou mesmo do cigarro, são altamente prejudiciais para a qualidade de uma ereção, embora no caso do fumo os efeitos acabem aparecendo apenas quando essa pessoa alcança a maturidade.

Para as drogas, no entanto, a questão é muito mais rápida. Isso porque algumas substâncias presentes na cocaína ou na maconha, por exemplo, alteram a química do organismo, prejudicando a circulação sanguínea e tornando a ereção muito difícil.

Por isso, quando o problema de ereção está relacionado ao estilo de vida desta pessoa, a solução passa por uma mudança no que está provocando o problema, levando a uma resposta muito rápida.

Quando o problema de ereção está ligado ao consumo excessivo de álcool, por exemplo, a solução possível é a diminuição da bebida. Tomar uma cerveja, socialmente, não é um problema. Isso se torna um problema quando esse jovem passa a beber altas quantidades com muita frequência.

Já para os dependentes químicos, é preciso, além de ajuda da família e dos amigos, que ele mesmo queira essa ajuda, afinal será uma longa batalha para se livrar das drogas e ter uma vida saudável.

Os problemas de ereção na juventude têm tratamento muito mais fácil e cura mais rápida ainda, mas é preciso que os adolescentes se conscientizem que maltratar seu corpo pode levar a sequelas graves, e que durarão para o resto da vida.