A disfunção erétil é um problema mais comum do que pode parecer. Recente pesquisa do Projeto de Sexualidade, da renomada Universidade de São Paulo (USP), aponta para a seguinte estatística: cerca de 50% da população masculina entre 40 e 70 anos sofre de problemas de ereção.

Na verdade, o número é muito maior do que esse na população masculina geral, pois a disfunção erétil na adolescência também é algo muito comum.

Com efeito, a impotência sexual não parece escolher hora nem lugar para acontecer. Basta um ser humano masculino atingir a maturidade sexual para começar a experimentar problemas com suas ereções.

Isso porque a ereção é um fenômeno corporal que depende da confluência de uma série de fatores biológicos, psicológicos e emocionais. Você sabe como e por que ocorre uma ereção?

Trata-se de um enrijecimento do membro sexual masculino devido a um fluxo aumentado de sangue nos corpos cavernosos do pênis. É esse sangue em excesso que provoca o aumento do tamanho do pênis. Sem esse endurecimento, a relação sexual está fadada ao fracasso.

Sente que está decepcionando sua parceira/parceiro sexual ultimamente? Não entregando o seu melhor? Pode ser que você esteja sofrendo de problemas de ereção. E lembre-se, a disfunção erétil não atinge somente a população mais velha, ainda que esse seja de fato um grupo de risco. Na realidade, as causas da impotência sexual são muitas, e os fatores de risco, variados.

Tratar disfunção erétil na adolescência é mais rápido?

 Quem tem mais chances de sofrer disfunção erétil?

 Várias condições e enfermidades do corpo podem ocasionar a disfunção erétil, sendo que por vezes esta pode ser um sintoma de uma doença mais grave. É por isso que é tão importante ir ao médico não só para resolver o problema erétil, mas também receber um diagnóstico para garantir que não há nada de mais grave por trás da impotência sexual. Sendo assim, citemos algumas das principais e mais conhecidas causas de disfunção erétil.

Como a ereção do órgão sexual masculino depende diretamente da saúde dos sistemas cardiovascular e circulatório, moléstias que afetam essa região podem comprometer o desempenho sexual, como aterosclerose e hipertensão arterial. Distúrbios hormonais e problemas endócrinos, como baixo nível de testosterona e diabetes, também interferem na ereção do membro masculino.

Distúrbios psicológicos, como esquizofrenia e depressão, e doenças neurodegenerativas, como mal de Parkinson ou de Alzheimer, são outras enfermidades que podem ocasionar disfunção erétil. Por fim, mencionamos a doença de Peyronie, ou fibrose dos corpos cavernosos, uma das principais causas de problemas eréteis.

Caso você sofra de qualquer uma dessas doenças, a disfunção erétil pode estar sendo desencadeada por algum desses quadros. Por outro lado, se você tem sofrido de impotência, é essencial consultar um médico, para assegurar se a disfunção não pode ser um sintoma de algumas das doenças mencionadas.

Mas sem alarmismo: quem irá estabelecer o diagnóstico em todos os detalhes é o profissional de saúde e mais ninguém. Além de avaliar a possibilidade de algumas dessas doenças como causa da disfunção erétil, o médico também irá levar em conta os seus hábitos de vida e os fatores de risco que podem estar presentes no seu estilo de vida. Há uma série de fatores de risco que podem ocasionar ou catalisar um quadro de disfunção erétil.

Por exemplo, a realização de cirurgias na região da pélvis agrava o risco de impotência sexual. Mas os principais fatores de risco tem a ver com hábitos e vícios que estão dentro da governabilidade dos pacientes, como o uso excessivo de medicação, alcoolismo, tabagismo e sedentarismo.

 Pode ocorrer disfunção erétil na adolescência?

Tratar disfunção erétil na adolescência é mais rápido?

Apesar da idade também ser um fator de risco para a ocorrência do problema, há também a possibilidade de disfunção erétil na adolescência. Isso porque os fatores e estruturas orgânicas que devem convergir para uma ereção devem também trabalhar em harmonia, e, se qualquer uma dessas estruturas desandar, a ereção não irá ocorrer. Uma das principais causas da disfunção erétil, em verdade, é um fator mais psicológico e emocional do que propriamente biológico.

Estamos aqui falando da impotência ocasionada pela pressão ansiosa criada dentro da cabeça do homem, um medo de não ser bom o suficiente e não satisfazer a pessoa com quem se relaciona.

Isso pode ocorrer em qualquer homem, em qualquer idade, mesmo durante os anos iniciais da vida sexual, durante a adolescência. Em verdade, a disfunção erétil na adolescência é, na maioria dos casos, causado por um elemento psicogênico. A ansiedade e a insegurança em relação à performance sexual têm muito mais efeito sobre a disfunção do que, digamos, problemas vasculares ou neurodegenerativos, já que estamos falando de um corpo de uma pessoa jovem.

Na verdade, o problema da impotência sexual tem se tornado cada vez mais frequente em idades menos avançadas, por vários motivos. Um deles é a falta de educação sexual apropriada nas escolas, o que leva a uma série de problemas na vida sexual dos jovens no futuro. Por exemplo, o abuso de medicação para obter ereções, como Viagra e Cialis, pode ocasionar problemas muito graves no órgão sexual masculino com o passar do tempo.

 O tratamento na adolescência é mais rápido e efetivo?

 Portanto, caso o problema seja diagnosticado já nos anos da adolescência, vale a pena começar o tratamento o mais cedo quanto possível. Mas não só como redução de danos, seja através de mudanças nos hábitos de vida, como alterações na dieta alimentar e na rotina de atividades físicas, mas também como forma de prevenção. De fato, o assunto tem que ser mais discutido entre os jovens, para que possam se educar e se prevenir desses problemas no futuro.

Porém, não havendo como contornar a ocorrência desse problema, o melhor é não tardar muito para o início do tratamento. Especialmente se for um problema psicológico e emocional, o que, na adolescência, é o mais provável.

O tratamento psicológico é algo que demora para começar a fazer um efeito de fato na vida do paciente, então deve ser iniciado o mais cedo possível. De qualquer modo, não se pode dizer com certeza que o tratamento durante a adolescência seja mais rápido do que na idade adulta, mas certamente terá efeitos mais duradouros e eficazes.

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